Caso de maus-tratos que resultou na morte de cachorro em Andradina avança com necropsia e investigação policial
Nesta terça-feira, 3 de janeiro, um caso de maus-tratos que culminou na morte de um cachorro em Andradina, no interior de São Paulo, ganhou novos desdobramentos. O corpo do animal, que foi trucidado por um adotante suspeito de agressões, foi desenterrado por equipes municipais e encaminhado para realização de uma necropsia em um hospital veterinário local. A iniciativa visa esclarecer as circunstâncias exatas que levaram à morte do animal, que foi vítima de maus-tratos, de acordo com as investigações iniciais.
Desenterramento e procedimento da necropsia
Segundo informações oficiais, o secretário municipal de Meio Ambiente, Fabrício Mazotti, acompanhou a ação juntamente com policiais civis e o suspeito, até o local onde o corpo do cachorro havia sido enterrado, na Rua Finlândia, no Jardim Europa, uma das áreas residenciais do município. Ao chegarem ao ponto indicado, eles localizaram o corpo do animal, que apresentava um quadro já bastante avançado de decomposição, indicando que o sepultamento havia ocorrido há alguns dias.
“Ele acompanhou a equipe até o local, onde constatamos que o corpo do animal estava enterrado em situação de decomposição avançada, já com forte odor. Trata-se de uma etapa importante para o esclarecimento do caso”, afirmou Mazotti.
Durante as investigações iniciais, o suspeito afirmou que teria descarregado o cão em um ecoponto de lixo da cidade, porém, essa versão foi posteriormente descartada. O próprio secretário detalhou que, ao verificarem o local do enterramento, ficou evidente que o animal não foi descartado em um ecoponto, mas sim enterrado ali há cerca de quatro dias, reforçando as suspeitas de maus-tratos e crueldade.
Estado do animal e ação policial
A necropsia será realizada para determinar a causa exata da morte, além de identificar possíveis sinais de tortura ou maus-tratos. O corpo permanece sob a responsabilidade do hospital veterinário, onde serão feitos os exames necessários para apurar, de maneira técnica, as condições do animal e os motivos que levaram ao óbito.
Após a realização do laudo técnico, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente anunciará as providências legais, incluindo a formalização de denúncia junto ao Ministério Público estadual. A intenção é solicitar ações judiciais contra o responsável, que, de acordo com informações preliminares, pode ser reincidente em casos de maus-tratos a animais, o que aumenta a gravidade da infração, de acordo com a legislação vigente.
O perfil do suspeito e o contexto legal
O suspeito, cuja identidade ainda não foi divulgada oficialmente, acompanhou a equipe pública até o local do enterro do animal. Ele permanece sem prisão preventiva até o momento, mas as autoridades afirmam que a investigação está em andamento e que possíveis reincidências podem resultar em penas mais severas, devido à legislação de proteção aos animais, que classifica maus-tratos como crimes graves.
“Estamos monitorando o caso com atenção redobrada. Os maus-tratos contra animais são infrações que não podem ser toleradas em nossa cidade e em todo o país”, destacou Mazotti.
Compromisso das autoridades e futuro do processo
As autoridades municipais enfatizam que o empenho na investigação visa não apenas esclarecer o que levou à morte do cachorro, mas também reforçar o combate a maus-tratos de animais. O caso será encaminhado ao Ministério Público, que deverá avaliar a denúncia formalmente e determinar as ações judiciais cabíveis contra o suspeito.
O delegado responsável pela investigação da Polícia Civil também confirmou que o suspeito pode ser considerado reincidente, o que, conforme a legislação vigente, pode resultar em penas mais duras, incluindo multas, prisão e outras sanções legais.
Conclusão
O caso, que ganhou repercussão na cidade e região, demonstra o compromisso das autoridades locais na repressão a maus-tratos contra animais. A ação coordenada entre Polícia Civil, Secretaria de Meio Ambiente e o hospital veterinário reforça o esforço para garantir que os responsáveis por atos de crueldade respondam perante a lei. Novos desdobramentos devem ocorrer nos próximos dias, à medida que os exames da necropsia forem concluídos e as investigações avançarem.