Unidade de Pronto Atendimento de Andradina refuta informações de reportagem publicada pelo portal Hoje Mais
Introdução
Na última quarta-feira, 18 de junho, o portal Hoje Mais publicou uma reportagem intitulada “UPA de Andradina volta a ser alvo de reclamações; pacientes relatam demora, superlotação e falhas no atendimento”. A nota trouxe relatos de pacientes e críticas à gestão do atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local, causando repercussão na comunidade e entre as autoridades de saúde do município. No entanto, a direção da unidade contestou veementemente os pontos abordados na matéria, alegando que muitas das informações estão incorretas ou foram mal interpretadas, e que a equipe da UPA trabalha de forma eficiente para atender as demandas da população.
Contestação oficial da direção da UPA
Falta de contato prévio e dificuldades na apuração
A diretora da UPA, Giovana Piero Bom Constantino, declarou que a gestão da unidade não foi procurada para esclarecer ou apresentar respostas antes da publicação da reportagem. Ela ressaltou ainda que, até o momento, a administração da UPA não recebeu qualquer contato ou denúncia formal por parte dos supostos reclamantes citados na matéria. “Isso dificulta bastante a investigação e a compreensão real dos casos apontados”, afirmou Giovana.
Número de médicos e estrutura de atendimento
Um dos principais pontos de discordância diz respeito à alegação de que a unidade estaria atendendo com apenas um médico. Segundo a diretora, a estrutura da UPA dispõe regularmente de três médicos nos consultórios e um profissional dedicado exclusivamente ao atendimento na emergência. Além disso, durante períodos de maior movimento, como no inverno, quando há aumento de doenças respiratórias, é escalado um quinto médico para reforçar a equipe.
"A unidade não funciona com apenas um médico atendendo. Os horários de almoço e jantar são organizados de forma intercalada exatamente para garantir que os atendimentos não sejam interrompidos," explicou Giovana.
Ela também destacou que a organização do fluxo de atendimentos é planejada para evitar paralisações, garantindo assistência contínua à população.
Tempo de espera e processos internos
Sobre o relato de demora no atendimento, especialmente envolvendo uma criança de três anos que teria aguardado mais de três horas, Giovana informou que um levantamento interno revela que a única reclamação registrada nesse sentido, naquela data, indicava um tempo de espera inferior a uma hora.
Ela complementou explicando que, além dos pacientes na recepção aguardando a primeira consulta, há também aqueles que retornam após realização de exames ou administração de medicamentos para reavaliações. Esses pacientes também são chamados pelos médicos, embora essa dinâmica nem sempre seja percebida por quem está na fila para o primeiro atendimento.
Giovana explicou ainda que cada médico realiza, em média, entre cinco e seis atendimentos por hora, variando conforme a complexidade dos casos. Esses números demonstrariam uma produtividade compatível com o padrão de unidades de emergência semelhantes.
Casos específicos de atendimento contestados
Outro ponto abordado na reportagem foi uma suposta criança de três anos que teria ficado mais de três horas aguardando atendimento. Segundo a gestão da UPA, esse caso não possui registros que comprovem tal tempo de espera. O levantamento da equipe apontou que a única ocorrência de desistência de atendimento no dia não ultrapassou uma hora, reforçando o esforço de gerenciamento de fluxo da unidade.
Quanto à alegação de um bebê engasgado sem assistência médica, Giovana afirmou que não há registros dessa ocorrência. Ela esclarece que a única situação semelhante que aconteceu na unidade foi de uma criança que apresentou tosse enquanto era amamentada, no colo do pai, mas sem sinais de engasgo ou necessidade de intervenção emergencial.
"Os funcionários de recepção reportaram preocupação, pois o pai deixou o bebê deitado enquanto ele tossia, mas não houve quadro de engasgo que justificasse atendimento de emergência," explicou Giovana.
Sobre o relato de fraturas e outras condições graves
No que diz respeito a um relato acerca de uma paciente que teria sido diagnosticada com três fraturas, uma delas exposta, Giovana afirmou que não há registros na unidade de atendimento relacionados a esse tipo de fratura ou situação grave descrita pela reportagem. Como não há nomes ou dados específicos na matéria, ela reforça que não é possível confirmar a veracidade dessas informações.
Reação da administração e apelos por transparência
Diante da repercussão do artigo, a direção da UPA de Andradina reforçou seu compromisso de manter canais abertos para esclarecimentos públicos e reforçou a necessidade de apresentar casos de forma documentada e com informações completas. De acordo com Giovana, a apresentação prévia das denúncias permitiria uma análise mais detalhada e precisa, além de contribuir para melhorias no atendimento.
A administração enfatizou que a equipe trabalha de forma eficiente e dedicada para atender a demanda crescente, particularmente durante os períodos de sazonalidade de doenças respiratórias, como ocorre neste período do ano.
Conclusão
A controvérsia entre a reportagem do Hoje Mais e a gestão da UPA de Andradina evidencia a importância de uma comunicação transparente e de registros detalhados para o aprimoramento dos serviços públicos de saúde. Enquanto a administração afirma que os atendimentos seguem padrão, a expectativa é que o diálogo aberto continue, com a possibilidade de novas investigações e melhorias contínuas no atendimento à população. A unidade mantém-se disponível para fornecer esclarecimentos adicionais e acredita que, com a cooperação de todos, os desafios poderão ser superados, promovendo uma assistência mais eficiente e segura para os pacientes.