Araçatuba elevou o nome de São Paulo no 38º Congresso do Conasems (15 a 18/06), em Belo Horizonte: seu projeto inovador de Saúde Mental com protagonismo de usuários foi premiado na Mostra "Brasil, aqui tem SUS", destacando-se entre mais de 7 mil iniciativas nacionais. O modelo, único paulista premiado, transforma pacientes em agentes ativos do planejamento de políticas públicas.
Um projeto revolucionário
Sob o título "De gestor e louco, todo mundo tem um pouco", a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Araçatuba implementou uma metodologia pioneira:
- Planejamento participativo: Usuários integraram todas as etapas – do diagnóstico à avaliação de resultados;
- Reorganização da assistência: Redefinição de prioridades com base nas necessidades reais dos pacientes;
- Impacto mensurável: Aumento de 65% na adesão aos tratamentos e fortalecimento da reabilitação psicossocial.
Como explicou Alessandra Pedroso, chefe da Divisão de Saúde Mental: "A inclusão dos usuários qualificou o cuidado e gerou engajamento, rompendo estigmas".
Reconhecimento em cadeia
O projeto já acumula conquistas:
- Prêmio David Capistrano (abril/2024): Eleito entre as 15 melhores práticas de SP no Cosems;
- Destaque nacional no Conasems: 1 entre 70 premiados entre 790 experiências apresentadas;
- Voto de aplauso na Câmara Municipal (23/06): Proposto pela vereadora Edna Flor.
Paula Leme, diretora de Assistência Especializada, enfatiza: "Somos referência regional e agora nacional. Isso comprova que o SUS pode ser excelência".
Equipe premiada e legado
Além de Paula Leme e Alessandra Pedroso, o trabalho teve como coautoras Letícia Souza (Divisão de Saúde Mental) e Tiago Silva (apoiador institucional), que apresentou o caso em BH. Coordenadores dos CAPS (Matheus Garcia, Susan Rodrigues, João Cataroço e Josiane Souza) completam o time vencedor.
O modelo já inspira outros municípios: "Mostramos que quando o usuário vira parceiro, a saúde mental se transforma", destaca Tiago Silva.
Conclusão
A dupla premiação consolida Araçatuba como laboratório de boas práticas no SUS. Para Alessandra Pedroso, o reconhecimento "reflete a luta diária das equipes pela dignidade dos pacientes com transtornos mentais". Com replicação prevista em outras cidades, o projeto prova que incluir vozes historicamente silenciadas é o caminho para políticas públicas efetivas.
✨ Destaque:
- 7.000+ projetos concorrentes no Conasems;
- 100% dos usuários participantes relataram melhora na autoestima;
- Metodologia será expandida para outras especialidades da saúde em 2026.