Justiça condena 7 réus por vínculo com facção ligada ao PCC em Araçatuba
A Justiça de Araçatuba (SP) condenou mais sete integrantes da facção criminosa "Esquina Maluca", ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital), em decisão relacionada à "Operação Ligações Perigosas", deflagrada em setembro de 2024. As penas variam de 4 anos e 9 meses a 18 anos e 3 meses de prisão, totalizando mais de 80 anos de cadeia. A ação foi julgada pela 2ª Vara Criminal da cidade, com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Hierarquia e atuação criminosa
Segundo o Ministério Público, a investigação revelou que a "Esquina Maluca" atuava no bairro São José, com estrutura hierárquica, divisão de tarefas e controle armado do tráfico de drogas. Adolescentes eram recrutados para atividades ilícitas. Entre os condenados estão líderes que coordenavam homicídios, tráfico e finanças da facção, mesmo de dentro do sistema prisional.
Principais condenados e suas funções
- Rafael Vinicius Vargas Sturaro: Recebeu uma das maiores penas (18 anos e 3 meses) por liderar operações de tráfico e homicídios de dentro de um presídio.
- Felipe da Silva: Condenado a mais de 18 anos, atuava como elo entre a facção e o PCC em Três Lagoas (MS).
- Paulo Giovane de Aguilar Carvalho: Ex-assessor do ex-vereador Dunga, foi acusado de gerir finanças e articular apoio jurídico para criminosos.
A Promotoria de Justiça informou que recorrerá da decisão, buscando penas mais duras e a condenação integral dos acusados.
Operação já havia prendido outros quatro em abril
Em abril de 2024, quatro integrantes da mesma facção foram condenados a penas entre 9 e 10 anos por gerência do tráfico. A "Operação Ligações Perigosas" cumpriu 35 mandados de prisão e 104 buscas em 13 cidades de São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de duas penitenciárias.
Próximos passos
As prisões preventivas foram mantidas, e o caso segue em análise para possíveis novas condenações. A Justiça destacou que as provas – incluindo interceptações telefônicas – comprovaram a estrutura organizada da facção, com domínio territorial e planejamento de crimes violentos.
Defesas dos réus Leandro, Cleber e Rafael informaram que não se manifestarão por enquanto. As demais ainda não foram localizadas para comentários.