Crise de autista ligada a jogo online mobiliza polícia
Crise de autista em Três Lagoas envolve jogo online e dívidas.
Três Lagoas · Perto de Você
Crise de autista em Três Lagoas envolve jogo online e dívidas.
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Um jovem autista em Três Lagoas teve uma crise envolvendo violência, desencadeada por dívidas da mãe em um jogo de azar online. A Polícia Militar foi acionada após o jovem ameaçar a família. O caso destaca problemas de vício digital e pressão financeira em famílias vulneráveis.
Na noite de segunda-feira, 21 de agosto, uma ocorrência envolvendo saúde mental, violência e vício em jogos online mobilizou a Polícia Militar de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. O incidente destacou questões críticas relacionadas ao vício digital e a pressão financeira sobre famílias vulneráveis.
A Polícia Militar, representada pela equipe do sargento Freitas, foi chamada à Rua Alaor Pimenta de Queiroz, no bairro Vila Alegre, após moradores relatarem que um jovem estava ameaçando sua própria família com uma faca. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram um jovem autista em crise. O jovem havia mordido a mão de seu avô e pai, além de ameaçar sua mãe com uma faca.
A crise do jovem foi desencadeada por cobranças relacionadas a uma dívida contraída por sua mãe no jogo de azar online conhecido como "tigrinho". Este jogo tem se tornado popular, mas também tem levado muitas pessoas ao vício e a situações financeiras complicadas. De acordo com informações obtidas pelos policiais, a mãe do jovem perdeu R$ 11 mil jogando e, na tentativa de recuperar o valor, recorreu a empréstimos com agiotas bolivianos que atuam na cidade.
O valor dos empréstimos também foi perdido, e os cobradores passaram a visitar diariamente a casa da família, exigindo pagamento e fazendo ameaças. Isso culminou em uma crise do jovem autista, que aconteceu durante uma dessas cobranças.
Diante da situação, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado para atender as vítimas que foram mordidas e ajudar na contenção e medicação do jovem, que estava em intenso sofrimento psíquico. A situação foi controlada pela polícia sem a necessidade de prisões, sendo tratada com a devida sensibilidade. A equipe policial também tentou localizar os agiotas bolivianos mencionados, mas sem sucesso até o momento.
O caso lança luz sobre o crescente problema do vício em jogos virtuais e a atuação de agiotas clandestinos, que exploram a vulnerabilidade de famílias já fragilizadas.
Em meio à confusão, o pai do jovem fez um apelo emocionado:
“Além do problema do vício no jogo da minha mulher, ainda luto pelo tratamento do meu filho. Eu sou trabalhador, mas não tenho condição de bancar tudo. E ninguém do poder público estende a mão pra nos ajudar. Minha mulher não para de jogar, já tentei de tudo, e não estou mais aguentando isto”, disse o morador.
Este episódio serve como um alerta sobre como questões de saúde pública, vício digital e a falta de apoio estatal podem se combinar de forma prejudicial, gerando tragédias silenciosas dentro dos lares.
Redação Três Lagoas
Equipe de redação do Perto de Você cobrindo Três Lagoas e região.


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