Lula adia agrément dos EUA para embaixador até eleições
Lula adia aprovação de embaixador dos EUA até após eleições de outubro, criticando interferências americanas.
Resumo da Notícia
Lula adiou a aprovação do embaixador dos EUA até após as eleições de outubro, criticando interferências americanas no Brasil. Ele destacou tentativas dos EUA de estudar o sistema de urnas eletrônicas sem autorização do governo brasileiro.

Lula adia agrément dos EUA para embaixador até eleições
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta sexta-feira (14) que o governo brasileiro adiará a concessão do agrément ao indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a embaixada norte-americana em Brasília. O agrément só será concedido após as eleições de outubro deste ano.
Críticas a Interferências Americanas
Durante uma entrevista aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs, Lula expressou críticas às tentativas de interferência do governo dos Estados Unidos em questões internas do Brasil. Ele mencionou relatos de que o governo norte-americano teria a intenção de enviar pessoas ao Brasil para estudar o sistema de urnas eletrônicas, ação que não foi autorizada pelo governo brasileiro.
“Ouvi dizer que eles [EUA] queriam mandar duas pessoas para vir para cá para estudar as urnas, e nós não demos o visto. Agora, querem que eu apressadamente aceite o embaixador deles. Mas, agora, só [vamos aceitar] depois das eleições”, afirmou Lula.
Questionamento Sobre o Timing da Indicação
O presidente Lula também questionou a demora na indicação do novo embaixador e o momento escolhido para tal, a poucos meses das eleições no Brasil.
“Se o embaixador dos EUA é importante para o Brasil, por que eles ficaram um ano e seis meses sem mandar embaixador para cá? E por que só agora, faltando 45 dias para as eleições, eles querem mandar?”, questionou Lula.
Relação com os Estados Unidos
Apesar das críticas, Lula enfatizou o desejo do Brasil em manter uma relação positiva com os Estados Unidos, afirmando que não deseja conflito com o país.
“Não precisamos brigar. Não quero guerra. Quero discutir [as questões] com seriedade. O Brasil quer ter uma boa relação com os Estados Unidos”, declarou o presidente.
Lula também comentou sobre sua visão pessoal em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacando que as recentes tensões não são necessariamente iniciativa direta do chefe da Casa Branca, mas de integrantes de sua equipe, mencionando especificamente o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
“Acho que não é ele quem não gosta do Brasil”, disse Lula.
Lei de Reciprocidade
Em resposta às tarifas impostas ao Brasil, Lula mencionou a introdução da Lei de Reciprocidade como uma medida para afirmar a soberania e o respeito do país.
“Ontem [quinta-feira, 13] entramos com a Lei de Reciprocidade para mostrar que a gente não é pouca coisa, e que nós nos respeitamos”, afirmou.
Lula concluiu reafirmando sua firmeza em defender os interesses do Brasil em meio às divergências com os Estados Unidos.
“Estou muito tranquilo, sabendo o que pode acontecer, e preparado para debater a defesa do Brasil em qualquer lugar do planeta Terra”, finalizou o presidente.
Redação Perto de Você
Equipe de redação do Perto de Você.





