Lula participa do encerramento do 14º Encontro do MST em Salvador e reforça pauta de reforma agrária
O presidente Lula encerra encontro do MST em Salvador, discutindo estratégias de reforma agrária, produção de alimentos saudáveis e desenvolvimento sustentável no campo.
Resumo da Notícia
Lula participa do encerramento do 14º Encontro Nacional do MST em Salvador, onde cerca de 3 mil camponeses discutem reforma agrária, sustentabilidade e estratégias de luta. O movimento critica avanços do governo em novas áreas de assentamento.

Lula encerra o 14º Encontro Nacional do MST em Salvador e reforça pautas de reforma agrária
Nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou presença na cerimônia de encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador, Bahia. O evento, que teve início na quarta-feira, reuniu aproximadamente 3 mil camponeses de diferentes regiões do Brasil em um esforço coletivo para discutir os rumos da luta por reforma agrária, estratégias para promover a produção de alimentos saudáveis e caminhos para o desenvolvimento sustentável no campo brasileiro.
Detalhes do evento e sua importância
A solenidade aconteceu às 15h, no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador, um espaço tradicionalmente utilizado para eventos agrícolas e de mobilização social rural. Durante a cerimônia, Lula reafirmou o compromisso do governo com as demandas do Movimento e destacou a importância da reforma agrária para o fortalecimento da agricultura familiar, da soberania alimentar e do desenvolvimento econômico no Brasil.
“Nosso objetivo é garantir que as terras brasileiras sejam usadas para beneficiar quem trabalha na terra, promovendo inclusão social e sustentabilidade”, afirmou o presidente, em pronunciamento que marcou o encerramento do encontro.
O foco das discussões do MST
O movimento, aliado histórico de Lula, tem atuado na defesa de uma reforma agrária mais efetiva, embora tenha feito críticas à atual gestão do governo. Entre os pontos de maior debate estão o avanço das regularizações de famílias em assentamentos antigos e a lentidão na destinação de novas áreas de terras para assentamento.
Críticas do MST ao governo Lula
O que o governo Lula tem feito, mais uma vez, são regularizações de famílias em assentamentos antigos, inflando o número de famílias assentadas como se fossem novos lotes. O que não significa avanços na quantidade de hectares de terras destinadas para reforma agrária", criticou o movimento em nota publicada em sua página na internet, refletindo seu balanço do ano de 2025.
O MST também reforçou que, atualmente, ainda há cerca de 100 mil famílias acampadas em todo o Brasil, que, somadas a outros movimentos sociais, totalizam aproximadamente 142 mil famílias cadastradas no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aguardando pela efetivação de suas terras e pela concretização de uma reforma agrária mais dinâmica.
Resultados do governo em 2024 e perspectivas para 2026
No ano passado, o governo brasileiro realizou a entrega de 12,2 mil lotes de terra, totalizando aproximadamente 385 mil hectares distribuídos em 24 estados do país. Essas terras foram destinadas a famílias de agricultores sem-terra, atendendo a 138 assentamentos diferentes, como parte do programa Terra da Gente, que tem como meta até o fim de 2026 assentar aproximadamente 295 mil famílias em novas áreas.
O programa Terra da Gente
O programa visa ampliar significativamente a infraestrutura produtiva, social e urbana nas áreas de assentamentos, promovendo uma integração mais efetiva entre as famílias e o desenvolvimento sustentável no campo. Desde a sua implementação, tem sido uma das principais ações do governo federal direcionadas à reforma agrária, buscando equilibrar a regularização fundiária com o apoio à agricultura familiar e à produção de alimentos de qualidade.
Desdobramentos futuros
O evento de Salvador reforçou a importância de continuar o debate sobre políticas de reforma agrária e expansão de assentamentos no Brasil. Lula voltou a manifestar o compromisso de buscar um diálogo equilibrado entre as ações do governo e as reivindicações do MST, buscando avanços que possam atender às necessidades históricas do movimento sem comprometer a sustentabilidade financeira e política do país.
Especialistas indicam que, apesar dos avanços, a demanda por reforma agrária e assentamentos ainda é elevada, e o ritmo das ações governamentais deve ser intensificado para atender às expectativas das famílias acampadas e das organizações ligadas ao movimento sem terra. O governo promete continuar suas ações, com projetos e programas específicos voltados à ampliação do acesso à terra, com foco na agricultura sustentável e na produção de alimentos saudáveis para a população brasileira.
O próximo passo é o fortalecimento do diálogo entre o governo e o MST, com o objetivo de acelerar a implantação de novas áreas de assentamento e consolidar uma política de reforma agrária mais eficiente, justa e inclusiva para o Brasil.
Redação Perto de Você
Equipe de redação do Perto de Você.





