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STF torna mulher ré por hostilizar ministro Flávio Dino em voo doméstico
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Justiçahá 4 meses

STF torna mulher ré por hostilizar ministro Flávio Dino em voo doméstico

Primeira Turma do STF aceita denúncia contra mulher que ofendeu e incitou rebelião durante voo que tinha o ministro Flávio Dino a bordo. Caso tramita sob sigilo.

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Redação · Perto de Você

há 4 meses27min de leitura

Resumo da Notícia

A Primeira Turma do STF aceitou denúncia contra mulher que hostilizou verbalmente o ministro Flávio Dino durante voo, ameaçando incitar rebelião. Caso tramita sob sigilo e envolve investigações sobre fake news e milícias digitais.

STF torna mulher ré por hostilizar ministro Flávio Dino em voo doméstico

STF aceita denúncia contra mulher que hostilizou ministro Flávio Dino em voo doméstico

Em uma decisão unânime, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a abertura de processo criminal contra uma mulher que, durante um voo de São Luís para Brasília, proferiu palavras e comportamentos considerados hostis e provocativos ao reconhecer o ministro Flávio Dino, integrante do próprio colegiado. O julgamento, que ocorreu em dezembro de 2025, foi concluído com a publicação do acórdão no Diário de Justiça na última sexta-feira, dia 16 de fevereiro de 2026. A tramitação do caso é sigilosa, mantendo em sigilo detalhes específicos sobre a identidade da envolvida.

Detalhes do incidente

Segundo relato oficial de Flávio Dino, a passageira, cujo nome não foi divulgado por razões de segurança e privacidade, embarcou no voo visivelmente exaltada, “aos gritos”. Ao identificar o ministro, ela passou a fazer várias ofensas verbais, incluindo afirmações de que "não respeita essa espécie de gente" e que o avião estava "contaminado", conforme nota divulgada pela assessoria de Dino na época do episódio.

Comportamento hostil e tentativa de incitar rebelião

Ressalte-se que a passageira também gritava frases como 'o Dino está aqui', apontando para o ministro, em clara tentativa de incitar uma espécie de rebelião a bordo", descreve o documento da decisão do STF.

A mulher também proferiu palavras como “não respeita essa espécie de gente” e afirmou que o ambiente do avião estaria contaminado. Durante o episódio, ela entoava frases de provocação e tentativa de incitar os demais passageiros contra o ministro, com o objetivo de criar uma espécie de rebelião a bordo da aeronave. Só cessou sua conduta após ser advertida pela chefe de cabine da companhia aérea, que acionou a equipe de segurança.

Intervenção policial e investigação

Antes mesmo da decolagem, a mulher foi abordada pela Polícia Federal, que a conduziu para averiguação. Posteriormente, ela foi indiciada por crimes que incluem injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança do transporte aéreo, após análise dos fatos e das provas coletadas. A polícia encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por formalizar a denúncia.

Autonomia do processo e votação no STF

Por decisão judicial, o próprio ministro Flávio Dino, que estava sendo hostilizado, não participou do julgamento do caso no STF, alinhando-se ao princípio da imparcialidade. A denúncia foi aceita pelos demais integrantes da Primeira Turma: o presidente Cristiano Zanin, além de Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, que atua como decana do colegiado. Ressalta-se que o julgamento foi conduzido sob sigilo, e a decisão colegiada destacou a coerência da denúncia, que descreveu detalhadamente as ações criminosas, qualificações e testemunhas, garantindo o direito de defesa à acusada.

Por fim, o acórdão do STF não revelou a identidade da servidora pública envolvida nem os detalhes sobre sua defesa ou representação legal, deixando espaço para manifestações futuras de seus advogados, que foram procurados pela Agência Brasil.

O papel de Flávio Dino e o contexto do caso

Flávio Dino, que atualmente ocupa o cargo de ministro da Justiça, tem sido alvo de diversas manifestações hostis nas redes sociais e em outros ambientes públicos. O episódio de agressão verbal durante o voo está sendo considerado um agravante nas investigações, principalmente após ações coordenadas pelo Supremo por denúncias de fake news, ameaças e milícias digitais relacionadas a perfis e grupos que disseminam notícias falsas contra integrantes do tribunal.

Investigação conectada aos inquéritos das fake news

O caso tramita sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que também conduz investigações abertas desde 2019 ligadas ao fenômeno das fake news e às chamadas milícias digitais. Esses inquéritos foram instaurados com o aval do então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que as abriu de ofício, ou seja, sem provocação externa, estabelecendo uma prioridade na apuração de ataques contra ministros.

Controvérsias e debates jurídicos

A atuação do STF nesta investigação é alvo de críticas por parte de juristas, alguns argumentando que o procedimento viola princípios do devido processo legal. A procuradora-geral da República na época, Raquel Dodge, chegou a solicitar o arquivamento de tais inquéritos, alegando irregularidades no procedimento, como a porta de entrada de investigações que, na visão dela, deveriam ser conduzidas pelo Ministério Público de forma autônoma e não pelo tribunal.

Apesar das tentativas de arquivamento, a Corte rejeitou a proposta, reafirmando a legalidade do procedimento. Com a mudança no comando da PGR para o atual procurador Augusto Aras, o entendimento se manteve, e as investigações continuam firmes, envolvendo dezenas de suspeitos e diversas linhas de apuração, embora sua duração seja amplamente criticada por prolongada e sem foco definido.

Conclusão

O caso recente reforça a preocupação de órgãos de justiça e do Supremo Tribunal Federal com o aumento de manifestações hostis e ataques às suas autoridades, especialmente em meio a um cenário político polarizado. Enquanto a feminina acusada responde a processos legais por seus atos, as investigações sobre fake news e milícias digitais permanecem em andamento, com possíveis desdobramentos que podem ampliar ainda mais o debate sobre a legalidade e os limites da atuação do tribunal na condução dessas investigações.

Justiça

Redação Perto de Você

Equipe de redação do Perto de Você.

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